
No dia 15 de maio, teve lugar na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin o fórum subordinado ao tema "Força da Grande Baía · Ligação com o Reino Unido · Sucesso Global: Hengqin e Zhuhai, o Reino Unido e o Mundo Lusófono – Interconectividade", organizado pela Câmara de Comércio Britânica do Sul da China e apoiado pelo Departamento de Negócios e Comércio do Reino Unido e pelo Consulado-Geral do Reino Unido em Guangzhou.
O fórum destacou o papel estratégico de Hengqin enquanto plataforma de articulação entre a China, os Países de Língua Portuguesa e o mercado britânico. O evento reuniu mais de cem líderes empresariais e representantes de instituições de serviços profissionais da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, que debateram vantagens regulatórias, acesso ao mercado e oportunidades de cooperação inter-regional.
Mark Clayton, presidente da Câmara de Comércio Britânica do Sul da China, afirmou que o mecanismo de sinergia entre Hengqin e Macau constitui um importante ponto de apoio para a internacionalização das empresas chinesas. Acrescentou que o Reino Unido dispõe de vantagens nas áreas jurídica, tributária, de conformidade e de serviços profissionais, podendo assim apoiar as empresas na expansão para os mercados britânico e lusófono.

Durante o fórum, empresas como a Guangzhou Pharmaceutical Group (Macau) International Development Co., Ltd., a KPMG China e a HONOR partilharam experiências práticas sobre a promoção da sua expansão internacional a partir de Hengqin e Macau. Os temas abordados incluíram a internacionalização da medicina tradicional chinesa, o aproveitamento de políticas tributárias e a cooperação em cadeias de abastecimento globais.
Os participantes assinalaram que a internacionalização das empresas chinesas entrou numa nova fase que exige maior capacidade de conformidade e operações localizadas, sendo necessário reforçar a cooperação especializada e uma abordagem sistemática. O fórum considerou que Hengqin, no âmbito do mecanismo de cooperação Guangdong-Macau, possui vantagens ímpares de localização geográfica e institucionais, devendo continuar a fortalecer a sua função de conexão económica e comercial internacional.