Recentemente, a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin foi seleccionada para integrar o primeiro lote de projectos-piloto nacionais de cooperação internacional no domínio dos dados.
De acordo com o plano-piloto, Hengqin irá capitalizar as vantagens singulares da combinação «Macau + Hengqin», concentrando-se em áreas-chave como as infra-estruturas de serviços para a circulação transfronteiriça de dados, o reconhecimento mútuo de regras de supervisão de dados transfronteiriços e a formação conjunta de talentos digitais. Tomando o Brasil como porta de entrada, Hengqin orientar-se-á prioritariamente para os países de língua portuguesa e espanhola, com o objectivo de criar um novo pólo e um novo canal para a cooperação internacional no domínio dos dados, explorando assim um novo modelo de cooperação internacional multinível e de amplo espectro.

No dia 5 de junho, a Comissão Executiva da Zona de Cooperação publicou oficialmente o «Guia de Implementação da Lista de Gestão da Transferência de Dados para o Exterior da Área de Hengqin». Desde a sua criação, em maio do ano passado, o Centro de Serviços de Dados Transfronteiriços da Zona de Cooperação já prestou serviços de consulta sobre políticas e orientação em matéria de conformidade a mais de 70 empresas.
Actualmente, Hengqin encontra-se em fase de construção gradual de um sistema de regras para a circulação transfronteiriça de dados entre Hengqin e Macau, com vista a desenvolver um pólo de comércio digital que liga o Interior da China a Macau e se estende aos países de língua portuguesa. Nesta fase, o pólo digital definiu quatro cenários prioritários como ponto de partida: cooperação digital China‑Brasil, intercâmbio transfronteiriço de dados meteorológicos, circulação transfronteiriça de dados de investigação científica e serviços internacionais de crédito comercial.
Na próxima fase, a Zona de Cooperação tomará como ponto de partida a cooperação China‑Brasil na construção conjunta de um «Canal de Dados», com o objectivo de ultrapassar a actual fragmentação das regras internacionais em matéria de dados, criar casos de referência bem‑sucedidos e modelos maduros e, posteriormente, replicá‑los e promovê‑los junto dos países de língua portuguesa e espanhola.
Foto | Hengqin Online